Quando, há um ano, comecei o meu percurso universitário fui inundada por expectativas e foram-me prometidos os melhores anos da minha vida. Chegado o fim de um ano será que essas expectativas foram correspondidas?

As aulas

Em termos académicos, tinha alguma esperança que o nível de dificuldade se mantivesse igual ou que até diminuísse, mas claro que não foi isso que aconteceu. O ritmo das aulas é alucinante.

Podes estar super motivad@ para ir a todas as aulas e passar tempo no campus como eu estava, mas apercebi-me que, se as aulas não tiverem presença obrigatória, faltar à aula das 8 da manhã pode ser uma tentação e um mau hábito. Por isso deixo já um conselho: não ganhes o hábito de faltar às aulas, pode poupar-te muito tempo de estudo!

Em muitos casos, as aulas do primeiro ano são cadeiras introdutórias, com muita teoria, conceitos para decorar e pouca aplicação prática. Mas não desanimes! Sim, vais ter cadeiras aborrecidas no teu curso de sonho, vais apanhar maus professores e vais desleixar-te com o avançar do ano letivo. Tudo isso faz parte!

Por muito que tenha sofrido com a enchente de trabalhos, com os testes do cadeirão e a semana de exames que nunca mais acabava, não pude deixar de constatar que o primeiro ano de faculdade foi um dos mais importantes da minha vida.

A praxe

Sempre pensei que a praxe não iria ser para mim. Ora, no primeiro dia, ao ver todo um corredor de trajados senti que devia experimentar. Todo o sentimento de união é algo que valorizo, então lá fui eu. Vesti a camisola do caloiro e passei ali a tarde.

Spoiler alert: não gostei, mas gostava de ter gostado. Ainda hoje, ao falar com amigos que concluíram o seu percurso enquanto caloiros na praxe, penso para mim se não deveria ter dado mais oportunidades a toda a ideia.

Mas não me fiquei por aqui. Na minha universidade, a tuna e a praxe são duas associações diferentes. Aproveitei esse facto, mesmo após não me ter identificado com a praxe e fui a um ensaio aberto. Fiquei cativada imediatamente mas a minha falta de aptidão musical fez com que pensasse duas vezes no assunto.

Praxe ISCAP

Hoje, cá estou. Sou estandarte e estou a aprender a cantar… é todo um processo, mas cá estou. Foi onde fiz amizades que me mudaram enquanto pessoa e onde fui recebida de braços abertos. A experiência de pessoas mais velhas a orientar-me fez toda a diferença também em termos académicos (és mesmo estudante universitário se nunca duvidaste se o curso foi a escolha certa?), uma vez que estiveram ao meu lado e me confortaram com um “isso melhora no segundo ano” após os testes do cadeirão do primeiro semestre.

A Rotina

Podes estar à espera de que seja só “borga” mas a verdade é que vais ter de te esforçar. Mesmo assim, e sem nunca esquecer a importância da educação, há sempre tempo para descontrair.

Na verdade, perdi um bocado uma parte da experiência que muitos alunos do ensino superior vivem: estudar longe de casa e abandonar o conforto da família. Mesmo não tendo passado por isso, tive a oportunidade de conhecer pessoas de todos os cantos do país.

2 amigas

É estranho pensar que, como moro perto da faculdade, toda a minha vida se passou dentro da mesma cidade, de um espaço tão pequeno. Chegada à faculdade percebi que nem todos têm a sorte (ou o azar…) de viver ao lado do campus: quem vem estudar “de fora” tem que enfrentar um mundo desconhecido, aguentar com as saudades da família e de casa e desenrascar-se em muitos aspetos do dia-a-dia.

A vida académica é única e cada um tem uma experiência diferente, mas espero que tenhas um bom primeiro ano e que não te prendas às expectativas deste novo mundo. Nem todas vão ser correspondidas, mas algumas vão-te surpreender pela positiva! Aproveita cada momento, não só as aulas, e faz memórias para a vida!

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